Pastoral

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Não há, não,

duas folhas iguais em toda a criação.
Ou nervura a menos, ou célula a mais,
não há, de certeza, duas folhas iguais.
Limbo todas têm,
que é próprio das folhas;
pecíolo algumas;
baínha nem todas.
Umas são fendidas,
crenadas, lobadas,
inteiras, partidas,
singelas, dobradas.
Outras acerosas,
redondas, agudas,
macias, viscosas,
fibrosas, carnudas.
Nas formas presentes,
nos actos distantes,
mesmo semelhantes,
são sempre diferentes.
Umas vão e caem no charco cinzento,
e lançam apelos nas ondas que fazem;
outras vão e jazem sem mais movimento.
Mas outras não jazem,
nem caem, nem gritam,
apenas volitam nas dobras do vento.
É dessas que eu sou.
António Gedeão

9 Ocarinas:

Olga disse...

Adorei o poema e as imagens. Excelente escolha. Parabéns. Beijinhos.
1 de Fevereiro de 2010 14:59

Patty disse...

Este poema é lindo.
Parbens pela escolha.
Bjocas
Patty
1 de Fevereiro de 2010 15:55

Olga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Patty disse...

Então não se publica nada?
Bjocas
Patty
9 de Fevereiro de 2010 10:13

Olga disse...

Filhote tens um presente no meu blogue. Beijinhos.
23 de Fevereiro de 2010 00:43

Jenny disse...

Ricardo, tens um presente para ti no meu blog.
BJs
:)Jenny:)
20 de Fevereiro de 2010 00:15

Anónimo disse...

Que poema tao lindo e verdadeiro.
Como e onde o descobriste.
Foi muito boa lembranca teres publicado. Quando puderes visita o meu blog.
Um abraco apertado.
Tio ze

5 de Fevereiro de 2010 22:23

Anónimo disse...

Ola
Tens um presente no meu blog
beijokas
xana

20 de Fevereiro de 2010 11:12

Hernâni disse...

Lindo poema, filho! Parabéns pela tua escolha.

11 de Fevereiro de 2010 15:35